sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Maior feira de games do mundo Gamescom abre portas na Alemanha

Gamescom apresentará as novidades do universo dos jogos eletrônicos do mundo todo – 200 novos games serão lançados na feira. Apesar da queda nas vendas no ultimo trimestre, o setor se mostra otimista.

A maior feira de jogos do mundo – segundo dados dos organizadores – seduz também os convidados tradicionais: fãs do universo dos games são esperados em massa no evento. Todos ávidos pelos 200 novos jogos eletrônicos que serão lançados na feira.

Em 2010, a Gamescom ficou mais internacional: a organização comemora a presença de 505 expositores, de 33 países diferentes – o número de empresas internacionais praticamente dobrou em relação ao ano passado. O foco da feira volta-se para a tendência também observada no cinema, os jogos 3D.

"Estarão à mostra as funcionalidades online, todos os jogos são online nos dias de hoje. Isso quer dizer que em todos os jogos é possível encontrar um componente online, um multiplayer, por exemplo. A tendência é jogar em rede, jogar online, jogar um com o outro", adiciona Olaf Wolters, presidente da Associação Alemã dos Fabricantes de Software de Entretenimento.

Os visitantes podem fazer "test-drive" na Gamescom: a feira dispõe de 10 mil pontos de jogos. Mas quem quiser testar os jogos tem que também ter paciência – na abertura da feira do ano passado, o tempo de espera chegou a quatro horas.

Na Alemanha, o preço médio dos jogos de computador de alto padrão é de 25 euros. O público é principalmente masculino e está ficando mais velho: um terço dos jogadores tem mais de 30 anos, a média de idade do fãs subiu para 25 anos.

A indústria busca meios de atrair mais mulheres para o mundo dos games. Olaf Wolters espera que os fabricantes tenham iniciativa para colocar no mercado jogos que elas gostem e que, naturalmente, se revertam em lucro para o setor.

domingo, 15 de agosto de 2010

Alemanha busca estudantes brasileiros

O Brasil é um dos principais alvos da campanha internacional iniciada pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) para divulgar as oportunidades de estudo nas universidades alemãs.

Há mais de 30 anos, o DAAD mantém uma representação no Brasil, país considerado o mais importante da América Latina no programa de bolsas de estudos. Em setembro, o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico comemorou três décadas de atuação em solo brasileiro com uma programação especial que contou com a presença de professores universitários alemães.

A delegação fez um giro por cinco cidades brasileiras (Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo, Porto Alegre e Recife), com o intuito de divulgar o ensino superior alemão e atrair jovens brasileiros.

A campanha internacional lançada pelo DAAD com o objetivo de angariar estudantes estrangeiros para a Alemanha não visa atender interesses meramente econômicos, uma vez que o ensino na maioria das instituições superiores alemãs é gratuito, explicou Christian Müller, vice-diretor do DAAD no setor de marketing internacional para formação e pesquisa e coordenador de campanhas, em entrevista exclusiva à DW-WORLD.

Ao contrário da Austrália, por exemplo, onde os estudantes estrangeiros são uma fonte extra de renda para o país, a Alemanha busca jovens qualificados no exterior para elevar a qualidade do ensino acadêmico no país. A preocupação é, antes de mais nada, internacionalizar o ensino superior e equilibrar a oferta e procura de cursos.

Outro aspecto relevante da campanha do DAAD, que, além do Brasil, possui outros 12 escritórios regionais no exterior, é a necessidade de competir à altura com os grandes concorrentes na área do ensino de graduação e pós-graduação. Como exemplos, Müller citou Inglaterra, França, Estados Unidos e Austrália, países que já possuem tradição no setor e atraem anualmente milhares de jovens de todas as partes do mundo.

Atualmente cerca de 127 mil estudantes estrangeiros freqüentam cursos de graduação e pós-graduação em universidades alemãs, um número expressivo mas ainda aquém do esperado.

A função do DAAD, uma associação composta por instituições de ensino superior da Alemanha, é prestar informações sobre o sistema universitário do país e as possibilidades de fomento e bolsas de estudos para alemães e estrangeiros, tanto para estudantes quanto para pesquisadores e professores universitários.

Brasil é exemplo

Christian Müller ressaltou que o Brasil absorve cerca de 40% das bolsas de estudos da América Latina para a Alemanha. Isso torna o país um importante centro de atuação para o DAAD. Além disso, o Brasil é um dos poucos países onde a cooperação entre os programas de bolsas realmente funciona bem.

"Inclusive sob o aspecto financeiro", esclareceu Müller. "As instituições brasileiras como CAPES, CNPq e diversos órgãos estaduais financiam ou co-financiam todos os programas de bolsas. Não há nenhum programa que seja financiado unicamente pelo DAAD no Brasil, todos têm um financiamento mútuo. Isso é raro em outros países. O Brasil, nesse sentido, é um caso excepcional."

O DAAD calcula que, em média, arca com 60% dos gastos totais, incluindo os programas de fomento, enquanto o restante, cerca de 40%, fica a cargo das instituições brasileiras. "O Brasil é exemplar", elogiou Christian Müller, revelando assim, por que o país é um dos principais alvos da campanha lançada pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.

Recursos próprios

Apesar de o DAAD oferecer bolsas de estudo em todas as áreas de ensino superior, Müller frisou que a maioria dos estudantes estrangeiros na Alemanha vive aqui com recursos próprios ou de órgãos de seus países. As bolsas do DAAD e de outras instituições alemãs atendem a uma minoria. A tarefa prioritária do DAAD é informar e orientar os jovens qualificados de todo o mundo que queiram estudar ou aperfeiçoar seus conhecimentos em universidades alemãs.

O embaixador da Alemanha no Brasil, Dr. Uwe Kaestner, resumiu bem a importância do intercâmbio acadêmico. "Queremos transformar a Alemanha num pólo de formação e pesquisa mais atraente e mais competitivo no cenário internacional e, para tanto, intensificamos o intercâmbio de jovens, estudantes e cientistas com outros países."

Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico

O DAAD é uma associação sem fins lucrativos, formada por 231 instituições de ensino superior da Alemanha e 128 grêmios estudantis, fundada em 1925 e reinstituída em 1950. Subsidia por ano cerca de 40 mil alemães e 28 mil estrangeiros (dados de 2001), através de mais de 200 programas de bolsas de estudo e pesquisa.

O escritório regional do DAAD no Rio de Janeiro oferece informações sobre bolsas de estudo, pré-requisitos para o estudo na Alemanha, funcionamento das universidades alemãs e os convênios existentes entre centros de pesquisa e instituições do ensino superior brasileiros e alemães.

A Ciência e a Pesquisa

A Alemanha é tradicionalmente um país de pesquisadores e inventores. Os cientistas alemães gozam de prestígio em todo o mundo. Por sua vez, o país está aberto para receber pesquisadores de outras nações. Universidades, poder público e iniciativa privada conjugam esforços no fomento à pesquisa e ao desenvolvimento

Johannes Gutenberg, inventor da imprensa no século 15, Heinrich Hertz, que comprovou em 1888 a existência das ondas magnéticas, Paul Ehrlich, que desenvolveu a quimioterapia, e Albert Einstein, autor da Teoria da Relatividade, são exemplos do espírito investigador e inventivo que tem sido um dos fortes dos alemães ao longo dos séculos.

Pesquisa e desenvolvimento floresceram na Alemanha em especial no século 19 e nas primeiras duas décadas do século 20. Já no ano em que foi instituído, 1901, o Prêmio Nobel foi concedido a alemães em duas disciplinas: o de Física, a Wilhelm Conrad Röntgen, e o de Medicina, a Adolph Emil von Behring.

No ano seguinte, o de Química foi concedido ao alemão Hermann Emil Fischer. Só até 1933, ano em que Adolf Hitler ascendeu ao poder, os alemães haviam conquistado dez prêmios Nobel de Física, 14 de Química e seis de Medicina.

O período nazista representou o fundo do poço para a ciência no país, com pesquisadores de um lado participando do genocídio praticado pelo regime contra os judeus na Europa e outros, de origem judaica, precisando fugir da perseguição, muitos dos quais para os Estados Unidos, onde deram prosseguimento a seu trabalho.

Mesmo em tempos mais recentes, encontram-se inúmeros alemães de nascimento entre os portadores do Nobel nas três categorias mencionadas. Grande parte deles, no entanto, vive e pesquisa nos Estados Unidos.

De uns anos para cá, vêm sendo intensificados os esforços no sentido de deter e reverter a tendência de emigração de pesquisadores e cientistas. Se pesquisa e desenvolvimento são as bases da moderna sociedade do conhecimento, para a Alemanha elas adquirem importância vital, por ser um país pobre em matérias-primas.

A reunificação da Alemanha, em 1990, representou um grande desafio para o setor. No Leste, onde a ciência e a pesquisa se desenvolvera durante décadas sob os ditames do regime centralista, foi necessária uma profunda reforma estrutural para alcançar uma certa padronização.

Três pilares

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento vêm crescendo de ano para ano. Em 2004, perfizeram 55,4 bilhões de euros, dos quais 69,4% (38,4 bilhões de euros) foram bancados pela economia privada. Os recursos aplicados no setor correspondem a 2,5% do Produto Interno Bruto do país.

A pesquisa científica é realizada na Alemanha em três setores: nas mais de 300 universidades do país, em centenas de institutos públicos e privados sem finalidades comerciais e em institutos e laboratórios financiados pela economia privada.

A pesquisa universitária tem tradição na Alemanha, consolidada pelo preceito da unidade entre pesquisa e ensino pregado por Wilhelm von Humboldt, que reformou as universidades prussianas no início do século 19.

As universidades são as únicas instituições na Alemanha em que a pesquisa abarca todas as disciplinas científicas. Nelas se realiza sobretudo pesquisa de base. Projetos de caráter específico e de maior porte, que envolvem equipes numerosas, tecnologia mais sofisticada e custos mais vultosos, são desenvolvidos pelos institutos extra-universitários, financiados em grande parte conjuntamente pela Federação e os estados.

Principais instituições

Basicamente são quatro as organizações científicas financiadas pelos cofres públicos que complementam as pesquisas universitárias em importantes campos do conhecimento: a Sociedade Max Planck para o Fomento das Ciências (MPG), a Comunidade Helmholtz de Centros Alemães de Pesquisa (HGF), a Sociedade Fraunhofer e a Comunidade Leibniz.

Cada uma delas dispõe de vários, muitas vezes dezenas de institutos distribuídos por todo o território alemão, cada um se dedicando a uma área específica e muitos trabalhando em rede. A entidade central de fomento à ciência e à pesquisa em universidades e institutos financiados pelo poder público é a Fundação Alemã de Pesquisa (DFG).

No setor das ciências humanas destacam-se as Academias de Ciências, que trabalham em estreita cooperação com as universidades, e das quais existem sete no país: Berlim-Brandemburgo, Düsseldorf, Göttingen, Heidelberg, Leipzig, Mainz e Munique.

Desempenham ainda papel importante as fundações científicas. Entre as financiadas pelo empresariado, podem ser citadas a Fundação Fritz Thyssen e a Fundação Volkswagen.

A Fundação Alexander von Humboldt (AvH), financiada pelos cofres federais, fornece a cientistas estrangeiros estágios para pesquisa na Alemanha e a alemães, estágios no exterior. Bolsas para acadêmicos estrangeiros são intermediadas também pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

Estereótipos

Alemães bebem cerveja na Oktoberfest, vestidos com calças de couro e chapéu bávaro. Alemães de verdade são todos loiros e têm olhos claros. Só comem batata, salsicha e chucrute. E a música não vai além de Beethoven e Bach. Os clichês não têm fim. Mas o que é típico ao se tratar de uma população de mais de 80 milhões de habitantes?
Seria típico o fato de os alemães terem uma enorme dificuldade de ser otimistas em relação a eles próprios e o mundo? Ou seriam a hospitalidade, a generosidade e a disposição para ajudar? Talvez também pontualidade e zelo.
A sociedade alemã sofreu enormes mudanças, principalmente nos últimos dez anos. Foi influenciada por pessoas das mais diferentes nacionalidades, que vieram ao país para trabalhar, estudar ou realizar pesquisas. Como resultado desse contato multicultural, os velhos clichês simplesmente não funcionam mais.
Entretanto, apesar das mudanças na sociedade, é difícil apagar a velha e desgastada imagem do alemão de antigamente, que continua sendo propagada no mundo todo. Mas se você vier à Alemanha com uma cabeça aberta, esteja pronto para surpresas.
A Alemanha contemporânea é muito diversificada e complexa para ser encaixada em simples chichês. Todos os dias há algo novo a descobrir sobre o que é "típico".
Realmente só mesmo vindo para a Alemanha para destruir os estereótipos. Aqui de maneira nenhuma encontrei a imagem daquele alemão frio e sim um povo festeiro, alegre, muito receptivo, simpático e sempre pronto a ajudar.

Trabalho

Universitários podem trabalhar, no máximo, 90 dias por ano sem solicitar permissão oficial. Em alguns Estados alemães, essa possibilidade se reduz ao período das férias. Adicionalmente, o Departamento de Estrangeiros (Ausländerbehörde) pode autorizar uma jornada de dez horas semanais, desde que obtenha o consentimento da Delegacia de Trabalho (Arbeitsamt) local. Os estudantes alemães e de países da União Européia, em princípio, podem trabalhar por tempo indeterminado.

É impossível, porém, financiar um curso universitário completo à base de um típico "bico" estudantil, como garçom, entregador de pizza ou faxineira. O quadro de horários completo da maioria dos cursos não viabiliza um emprego de tempo integral. A situação, naturalmente, é melhor para quem tem conhecimentos especiais demandados pelo mercado de trabalho, como, por exemplo, programadores da área de tecnologia da informação.

As Obras Sociais Estudantis ajudam na procura de emprego. É sensato, porém, contatar as agências de empregos das delegacias de trabalho locais, muitas vezes instaladas em salas das próprias Obras Sociais.

Bicos de estudantes
Dois terços dos estudantes na Alemanha não conseguem se virar sem um bico. Quem não tem recursos suficientes com a mesada dos pais ou o crédito educativo garantido por lei federal (BAFöG = Bundesausbildungsförderungsgesetz) trabalha como garçom, babá ou entregador de pizza, entre outros. Estudantes de Música atuam como pianistas em bares, estudantes de Administração de Empresas trabalham em bancos e os de Medicina podem virar porteiros de hospital.

Às vezes, o bico de estudante também pode servir de preparação para a futura vida profissional. Os estudantes são uma mão-de-obra bastante requisitada, por serem "baratos" para os empregadores, que não precisam pagar contribuições sociais ao estudante que não trabalha mais de 19,5 horas por semana.

Moradia

Procurar moradia na Alemanha exige muito tempo e paciência. O melhor é se informar antes de viajar para ter a chance de encontrar algo barato. Os custos de moradia na Alemanha são altos. Se você não confia na sua sorte, deve considerar algumas possibilidades para procurar acomodação.

Ofertas de moradia estão disponíveis em jornais locais, geralmente nas edições de quartas-feiras e de fins de semana. É possível também anunciar a procura de um quarto. Em muitas escolas superiores, supermercados, cafés ou bares existem murais, nos quais pessoas particulares expõem anúncios de quartos e casas para alugar. Por este caminho, procuram-se inquilinos sucessores para contratos de aluguel ainda em vigor ou colegas para quartos livres em repúblicas, as chamadas WGs (Wohngemeinschaften), um bom lugar também para conhecer pessoas.

Quem começa a procurar moradia depois de chegar à Alemanha tem como alternativa transitória o contato com as centrais de repúblicas, que intermediam quartos e habitações completamente mobiliadas por tempo determinado.

Algumas escolas superiores alemãs têm moradias estudantis, mas os quartos são alugados através das Obras Sociais Estudantis. Além disso, freqüentemente as Obras Sociais Estudantis dispõem de moradias estudantis extra-universitárias, que representam boas opções habitacionais

Contratos de moradia

O contrato de aluguel implica direitos mas também obrigações:

– Pagamento do aluguel

– Cumprimento do período previsto para aviso de cancelamento

– Pagamento de determinados consertos

– Ao deixar a habitação, em alguns casos, deve-se pagar por eventuais reformas

– Pagamento de gastos adicionais (água, calefação, taxas de lixo, etc.)

Existe uma distinção entre os aluguéis. O aluguel "quente" (Warm-Miete) inclui as despesas de aquecimento. No aluguel "frio" (Kalt-Miete) as despesas de calefação não são pagas ao locador e, sim, por ordem de pagamento, a uma central energética. Se, em vez de aquecimento central, a moradia tiver fornos a carvão (o que é relativamente raro), as despesas extras de calefação são adicionadas aos custos mensais fixos.

As despesas de condomínio valem para os dois tipos de aluguel e abrangem o pagamento das taxas de lixo e limpeza do edifício. Nos Estados do sul, existe a chamada "semana da varredura", na qual os moradores de um prédio se revezam na limpeza das áreas comuns e de acesso ao prédio.

Além disso, em alguns Estados, a taxa de água é incluída nas despesas de condomínio e, noutros, é cobrada separadamente. A energia consumida também é paga pelo locatário. A tensão da rede elétrica na Alemanha é de 220 volts, 50 Hz. Para o uso de equipamentos eletrônicos trazidos do país de origem, eventualmente é necessário um adaptador para a rede e um transformador de tensão.
Ao assinar um contrato de aluguel, normalmente se paga uma caução ao locador. Esta caução pode ser no valor de três aluguéis mensais. Quando o inquilino sai da casa, a caução mais os juros dela decorrentes são restituídos. Caso seja necessário reparar danos provocados pelo locatário, os custos da reforma são cobertos pela caução.

A utilização de equipamentos de rádio e televisão depende do pagamento de respectivas taxas. A emissoras públicas de radiodifusão cobram essas taxas para se financiarem. Os formulários de registro junto à GEZ (Gebühren-Einzugszentrale =Central de Cobrança de Taxas) podem ser obtidos nos bancos e caixas econômicas bem como nas repartições públicas.

No entanto, os estudantes, em regra, estão isentos do pagamento das taxas da GEZ, o que não os libera da obrigação de se registrarem junto à instituição (com uma cópia da carteira estudantil).

Novo tratamento promete eliminar cáries sem o uso de brocas

Dentistas alemães já estão usando um novo tratamento para cáries em estágio inicial, que não requer a utilização de brocas.

Dois terços dos alemães e acredito que muitos brasileiros também, sentem-se incomodados em ir ao dentista, principalmente pelo uso broca.
Mas da Alemanha, mais precisamente de Hamburgo, vem uma boa notícia: um novo procedimento chamado Kariesinfiltration, promete tratar cáries sem a utilização de brocas.
Porém segundo Susanne Stegen, diretora da DMG, ele pode ser usado apenas em alguns casos. "O procedimento é eficaz no combate à cárie em estágio inicial, aquela que está no esmalte do dente e avançou no máximo até o primeiro terço da dentina. Tudo o que for mais profundo requer, infelizmente, a broca."
Normalmente o dentista tem duas opções de tratamento: na primeira ele faz uma aplicação de flúor no dente em questão e apela ao paciente para que tenha uma melhor higiene bucal. Depois é esperar para ver ser o pequeno defeito não se torna um buraco de verdade.
Ou então ele recorre logo à broca para eliminar a cárie ainda em estágio inicial. Nesse caso, porém, partes saudáveis do dente são eliminadas, como explica o dentista Ulrich Schiffner, da Clínica Universitária de Eppendorf . "Nesse caso o problema é que, em buracos que afetam apenas o esmalte do dente ou um pouquinho mais, é necessário primeiro retirar uma parte do dente para poder chegar até onde está a cárie."
Agora, o novo método oferece a possibilidade de preencher um buraco pequeno sem recorrer à broca e evitar a propagação da cárie para regiões mais profundas do dente. Primeiro a camada mineral sobre a área defeituosa é eliminada com o uso de um gel, em seguida o novo material plástico, chamado de Icon, é aplicado ainda no estado líquido. Essa substância plástica penetra na matriz do esmalte, graças à capilaridade, e é então, como qualquer outro enchimento plástico, endurecida com luz.
O procedimento é voltado especialmente para cáries localizadas na região entre os dentes, mas também para pequenos defeitos em superfície lisa, como por exemplo em pacientes que usam aparelho.
Em toda a Alemanha existem aproximadamente seis mil profissionais que já aplicam o método Kariesinfiltration. O tratamento dura em média 20 minutos e custa entre 80 e 100 euros. O valor não é coberto pelos planos de saúde do país.
Os primeiros estudos clínicos com o Icon ainda não são conclusivos e baseiam-se, segundo Schiffner, num período de apenas 18 meses. "Esses estudos mostram que, em aproximadamente 75% das superfície dentárias tratadas, as cáries foram eliminadas."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Custo de Vida

Segundo pesquisas um estudante precisa, no mínimo, de 660 euros mensais para viver. Esse valor cobre despesas de moradia, alimentação, transporte e segurao-saúde, mas não gastos extras como férias, viagens, baladas.
Mediante a apresentação da carteirinha, estudantes tem descontos em ingressos de cinema, teatro, museus e eventos esportivos.
Importante:
Estudante estrangeiros precisam comprovar às autoridades alemãs que podem financiar sua estada de estudos na alemanha, sem esse compravante não se consegue os vistos de permanência.

Tipos de escolas superiores

Na Alemanha as Universidades ainda são as principais instituições de ensino superior, porém as escolas superiores técnicas também estão sendo cada vez mais reconhecidas. Existem ainda as academias profissionalizantes, escolas superiores de pedagogia, artes, música.

Universidades

Tem por objetivo dar uma qualificação científica para a futura profissão. A pesquisa e o ensino estão muito ligados, sendo que a pesquisa visa a busca do conhecimento. Os estudantes tem ampla liberdade na organização de seus estudos, decidem quais disciplinas querem cursar e com qual professor pretendem fazer suas provas, no entanto, existem certos limites.

Escolas Superiores Técnicas

Como um colegial técnico no Brasil, porem de ensino superior. Une o estudo científico com a formação basicamente profissionalizante orientada para a prática.

Calendário acadêmico alemão

O ano acadêmico Alemão divide-se em 2 semestres, o de verão que na maioria das vezes vai de 1º de abril a 30 de setembro e o semestre de inverno de 1º de outubro a 31 de março. Em algumas escolas superiores técnicas, os semestres começam e terminam um mês antes.
Porém mais de um terço do ano acadêmico é destinado às férias, mas não confundam Ferien (recesso acadêmico ou escolar) com Urlaub (perído de férias propriamente dito, livre de atividades) porque na Ferien escrevem-se trabalhos de casa (Hausarbeiten) e, em alguns cursos, exames escritos (Klausuren) e provas (Prüfungen), além disso pode-se aproveitar as férias para fazer estágios ou trabalhos remunerados (Ferienjob).